"Rezar muito. E ter fé. Porque as coisas estão todas amarradinhas em Deus." (Guimarães Rosa)
terça-feira, 29 de maio de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
A menina e o Tempo
Ansiosa, entediada e extremamente arretada com a monotonia dos seus dias, a menina perguntou pro tempo:
- Seu Tempo, como é que a gente faz pra dar uma sacudida na vida e colocar um fim nessa sem graceza que me dá nos nervos?
E o Tempo respondeu:
- Sossega, menina. Solta esse cabelo, pinta a boca de vermelho e deixa as coisas acontecerem. Vá até a janela, vá olhar a chuva e aprende a ouvir a voz do vento. E vê se lembra: a paz precede a guerra, o silêncio precede a música. E é quando nada acontece, que tudo tá acontecendo.
marianne a.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Minto. Logo, existo.
Pareço estar sempre bem, e, no fundo, sempre estou. Quando me perguntam se está tudo bem, posso até olhar pro lado, dar um suspiro e disfarçar com um sorriso amarelo, mas, descarada que sou, sempre digo que sim. Dizem por aí que uma mesma mentira dita mil vezes vira verdade. E não é que vira mesmo? É a minha verdade. Tão minha que eu mesma inventei. Às vezes até bate um arrependimento quando me lembro de minha mãe me ensinando a dizer sempre a verdade, acima de tudo. Mas repito pra mim mesma um trechinho de Mário Quintana que se tornou, para mim, uma oração:
“Não há coisa na vida inteiramente má.
Tu dizes que a verdade produz frutos...
Já viste as flores que a mentira dá?”
Se é fruto da verdade ou da mentira, não me importa. O fato é que dizer que tá tudo bem mesmo quando o mundo parece desabar sobre a minha cabeça tornou-se uma forma de não aceitar que qualquer coisinha seja capaz de me abalar as estruturas e me cegar ao ponto de não conseguir enxergar colorido em meio à escuridão. Deixo minha mentira transformar-se numa verdade florida. Assim sigo. Assim tudo se resolve.
E, a propósito, antes que me perguntem, tô bem, tô em paz. Tô feliz.
marianne a.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
ps.:
E quando a tal da Dona Felicidade chegar quebrando as portas e invadindo sua vida com aquela delicia de inconveniência que só ela sabe ter, respira fundo, engole o choro, e deixa brotar o riso. Deixa ela te cegar, te ensurdecer. Já dizia Gonzaguinha: “Somos nós que fazemos a vida. Como der, ou puder, ou quiser”. Então, fecha os olhos, empina esse nariz e vê se enfia isto na sua cachola: se tem uma coisa de que a gente não pode ter vergonha nessa vida, é de ser feliz!
marianne a.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sobre-viver
Leve-me a algum lugar onde eu me sinta bem. Onde eu me perca de mim mesma e de meus medos e inseguranças pra você tão sem sentido. Ei, vem aqui, me pegue, me leve... me leve ... e me eleve!
Faça-me sentir algo diferente. Deixe-me ser quem eu quero ser. Mas vem logo, tenho pressa. Quero correr a favor do tempo e me deixar levar pela correnteza. Quero subir bem alto e mais alto e mais alto, pra poder chegar lá em cima e gritar pra todo o mundo ouvir que venci meus obstáculos... que venci minhas fraquezas. Que ganhei a luta contra a única pessoa capaz de adiar meus planos e limitar meu crescimento: EU.
marianne a.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
*
Cansada de ficar sentada só olhando a vida passar, ela pega carona e sai por aí. O medo, joga fora. A razão, guarda no fundo falso da mochila, que é pro caso de precisar. E o coração, ah, esse vai na frente... que é pra servir de escudo.
Não espera atitude de quem não tem. Não espera nada, nada de ninguém. Só fecha os olhos, aperta o escapulário contra o peito, faz uma oração e deixa-se levar.
Deixa-se florir.
Deixa-se viver.
Felicidade é ainda mais gostosa quando dá um susto na gente... Quando chega de um jeito destrambelhado, adocicado. Assim, bem assim, por descuido.. sem querer!
marianne a.
Não espera atitude de quem não tem. Não espera nada, nada de ninguém. Só fecha os olhos, aperta o escapulário contra o peito, faz uma oração e deixa-se levar.
Deixa-se florir.
Deixa-se viver.
Felicidade é ainda mais gostosa quando dá um susto na gente... Quando chega de um jeito destrambelhado, adocicado. Assim, bem assim, por descuido.. sem querer!
marianne a.
sábado, 24 de setembro de 2011
Let it be..
É falar com você e perder o chão, ficar desnorteada, perder o rumo de casa. A boca seca, o coração aperta. E eu me derreto, me desfaço. Começo a fazer palhaçada só pra ouvir sua gargalhada e imaginar seu olho ficando pequeno quando ri. E quando vejo, já to aí. Deitada no escuro da sala, falando da vida dos outros e ouvindo Beatles. Let it be...
marianne a.
marianne a.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
o Sol mandou dizer..
Basta entrar na primeira semana de setembro pra começar a nascer no jardim uma flor com cheirinho de sentimento bom. Porque o mês já começa com um restinho daqueles ventos de agosto que fazem o sol quente dançar na nossa pele como quem avisa que chegou pra ficar, pra iluminar. E pra dizer que pra ter vida tem que ter luz. Tem que ter calor. E que basta querer e (re)querer e (mil)querer.
Nem adianta dizer que é Deus o dono desse jardim. Que é Deus o senhor do seu destino. A responsabilidade, meu amigo, é toda sua. Então não me venha com essa idéia conformista de que tudo acontece como Deus quer. Ele já fez demais. Fez o Sol, pendurou no céu e te deu. Agora, quem decide se vai ou não deixar-se iluminar, é você.
marianne a.
sábado, 20 de agosto de 2011
Pare. Ouça. SINTA.
É muita confusão, é muita ideia, muito anseio e pouca paciência, eu sei. São muitas vozes na sua cabeça te dizendo o que fazer. Mas quando for assim, feche esses olhos lindos de sei lá o quê e concentre-se. Se fizer uma forcinha, vai perceber que no meio de tantas vozes existe uma que apesar de tudo e sem saber o porquê te pega, te afaga e te diz, em baixo e bom tom, e bem devagarzinho que é pra você entender: "vem, meu bem, aquieta seu coração no meu e deixa eu cuidar de você."
marianne a.
domingo, 14 de agosto de 2011
Nota
Estresse, bulimia, anorexia, depressão, blá blá blá. Dentre tantas e quantas doenças que estão na moda, acaba de aparecer mais uma para enfeitar a vida da cambada de metidos a besta de nossa cidade: o complexo de superioridade. Uma doença silenciosa que faz com que suas vitimas ajam como idiotas, esbanjando o que não têm, perdendo sua personalidade e vivendo totalmente alienadas.
E não pensem que é fácil conviver com essa doença. Manter-se informado quanto às festas que acontecem na cidade demanda um esforço incrível. É preciso estar sempre atento a tudo que acontece com a elite da cidade. “Fulano mora em tal bairro, é filho de não sei quem e só compra roupas de tal marca” é um dos chavões mais comuns entre os afetados. Eles sofrem. Isso porque têm uma necessidade enorme de se aceitarem e de serem aceitos. São uns fúteis, uns coitados. E a gente até entende. Mas, convenhamos, não bastasse ter que conviver com tanta miséria e sofrimento, pedir para que nós, seres do mundo real, convivamos com tanta pobreza de espírito.. aí já é pedir demais.
marianne a.
Assinar:
Postagens (Atom)








