É que agora eu sou uma moça exigente. Outrora, prometi só conjugar os MEUS verbos e só acreditar nas MINHAS verdades. Jurei não me contentar mais com “quases”, com “sins” sem olhar nos olhos, com advérbios de dúvida e substantivos abstratos. Só quero a companhia de pessoas que me despertam emoções em tons de azul e em escalas de si bemol com baixa em lá. Só aceito o que for completo ou vier pra completar. Do tudo um pouco, tiro o pouco e fico com o tudo. Caso contrário, fecho os olhos e tampo os ouvidos. Tranco as portas, dou de ombros e nem olho pra trás.
marianne a.
"Rezar muito. E ter fé. Porque as coisas estão todas amarradinhas em Deus." (Guimarães Rosa)
domingo, 22 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Pra ser feliz eu digo sim
É que nos momentos de confusão a gente se desespera, eu sei. Dá vontade de largar tudo, sentar e ficar olhando a vida passar na sua frente rindo da sua cara e te fazendo careta. Mas a escolha de um caminho, mesmo sem saber aonde ele vai dar, já é grande coisa. Abre portas e janelas, deixa tudo iluminado. Faz a gente crescer e perceber que é grande o suficiente pra tocar o Sol, pra colocar o chapéu onde a mão alcança, pra sentir a mãozinha de Deus em tudo que acontece e pra SE FAZER FELIZ.
marianne a.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Corte e costura, remendos e cores
Olha os retalhos, as linhas e as agulhas, escolhe tudo cuidadosamente e mãos à obra. Metida a costureira, a menina pega os pedaços de pano, corta as partes que não podem ser reaproveitadas e costura, remenda. Borda as pessoas importantes com as linhas mais grossas e coloridas e enfeita com os vários laços feitos até hoje. E não tem problema se o resultado for uma confusão de remendos e cores. É o tecido da vida, minha gente, e o importante é que o final seja bonito. E colorido.
marianne a.
sábado, 7 de maio de 2011
A sete chaves
A palavra que não foi dita. O pedido que não foi feito. A resposta que sequer foi solicitada e o sim que foi engolido. Formaram o mais bonito dos textos. O mais doce e sincero. Mas ele vai ficar aqui guardado. Na verdade, desperdiçado. Até que o dono venha buscar (e me levar junto).
marianne a.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Entre mim e Deus
Viver = vento + grão-de-pólen. Onde eu me encaixo? Sou o grão-de-pólen. Sou pequena, frágil e estou sujeita à força do vento. Hoje, não tento mais dominá-lo e impedir que ele me leve. Apenas me abandono e fico tranquila. Confio no vento. Ele é forte, sereno e refresca minha alma. O vento é a vida e a vida é Deus. Estou, portanto, entregue em suas mãos.
marianne a.
marianne a.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
O grito
Seus olhos, sua boca, suas mãos. Tudo nela grita. Escandalosamente, ela grita. Ansiando pela sua paz, sem, para isso, ter que ser o inferno da vida de alguém. Pedindo forças para arrumar a bagunça que os maus ventos fazem quando passam por sua vida. Em meio a paradoxos e escândalos, ela grita. Mas guarda tudo pra ela. Grita quietinha, em seu silêncio. Escandalosa-mente. Paradoxal-mente.
marianne a.
marianne a.
das minhas verdades
Minhas verdades são floridas. Às vezes, com um ou outro espinho que machuca quem as toca; mas continuam sendo minhas e, sendo minhas, são floridas. Vez ou outra, doloridas.
marianne a.
marianne a.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
[FÉ]RNANDA
O que tem de ser tem muita força, eu sei. E eu tento e até consigo ser quase sempre forte, mas é que às vezes batem uma fraqueza e uma revolta que me fazem ver uma força ainda maior no que poderia ter sido e não foi.
As fotos, as roupas, os brinquedos e as cartinhas ainda estão aqui. Cada cômodo da casa transborda de lembranças. Mas em uma segunda-feira de setembro a dona saiu, foi embora e, não, não vai mais voltar. Triste é saber dos planos que ela tinha e não teve tempo de realizar. É não ter onde despejar toda essa saudade que quando não cabe mais no coração, escapa pelos olhos.
Eu só queria que o Seu Tempo tirasse uma folga e me deixasse voltar pra ver você indo tomar banho às quatro da tarde e seu café às seis horas. Queria ouvir você, de batom vermelho e rabo de cavalo, me chamando pra brincar, ou ao menos conseguir me lembrar da sua voz. Queria mesmo era ter você de volta.
marianne a.
marianne a.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Já troquei de roupa e mudei o cabelo. Já mudei o jogo e troquei de fase. Já dancei com outro par pra variar, amor. Já achei o amor próprio que tinha perdido por aí e tirei toda a poeira impregnada. Sinceramente, o querer não existe mais e a vontade de voltar e viver tudo de novo, muito menos.
Pras lembranças já dei um rumo, peguei todas e deixei que o tempo as colocasse em seu devido lugar: no passado. Engraçado é perceber que até hoje, não sei se por saudade ou orgulho ferido, tudo o que eu escrevo é pra você.
marianne a.
Pras lembranças já dei um rumo, peguei todas e deixei que o tempo as colocasse em seu devido lugar: no passado. Engraçado é perceber que até hoje, não sei se por saudade ou orgulho ferido, tudo o que eu escrevo é pra você.
marianne a.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
vem que eu te espero.
E quando se sentir sufocado pela liberdade por você mesmo escolhida, vem. Vem que eu te espero, de vestido longo colorido, cabelo comprido, fones de ouvido e óculos de sol. Vem, meu bem, que eu faço graça e conto piada. Vem que eu canto uma música, te dou uma estrela e te faço feliz.
marianne a.
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